
João Carlos Mazzuco
É Diretor Financeiro (CFO) da Cury.
Se perguntarmos para diferentes áreas de uma grande empresa o que significa ESG, é natural que as respostas variem. O Marketing talvez olhe para a reputação; a Engenharia e a Produção, para a escolha consciente de recursos e conformidade técnica nos canteiros; o RH, para a valorização das pessoas. Mas quando trazemos essa agenda para a cadeira de Finanças, a perspectiva ganha um contorno inevitavelmente pragmático. Na Cury, o debate sobre sustentabilidade não caminha paralelo aos resultados financeiros. Ao contrário: ele é um compromisso estratégico indissociável da performance de longo prazo e da perenidade do negócio.
No setor imobiliário, o impacto social da Cury é nativo: nossa razão de existir é reduzir o déficit habitacional e realizar sonhos por meio de empreendimentos econômicos de alta qualidade. E, nesses 63 anos de atuação no mercado, entendemos que para que nossa missão continue se traduzindo em realidade no dia de amanhã, é preciso haver sustentação e direcionamento. É aí que o “G”, de Governança, se torna o pilar mais nevrálgico da nossa engrenagem. É uma estrutura sólida e clara, baseada em processos transparentes e relatórios auditados pelas maiores referências globais, em que as diretrizes de sustentabilidade se tornam cultura organizacional e pavimentam o futuro da companhia por um caminho de excelência de execução e foco na eficiência operacional.
Costumo dizer que governança não se faz apenas com regras complexas ou com o que está escrito em um estatuto. Governança de verdade se faz quando ninguém está olhando. Trata-se de um arcabouço forte, bem definido e inegociável, que atende aos valores internos, que devem ser claramente perceptíveis por todos, em alinhamento às regulamentações e legislações do mercado.
Assim, na Cury, estruturamos o que chamamos de Cultura Concreta. Ela funciona como a estrutura invisível que sustenta cada projeto. Para uma companhia avançar com sustentabilidade nos negócios, a ética e a transparência precisam ser praticadas no dia a dia do financeiro, do comercial e do canteiro de obras. É o nosso compromisso com a integridade, o princípio de fazer o que é certo sempre, sem utilizar atalhos.
Quando a cultura corporativa é forte e disseminada, os valores da empresa passam a guiar as escolhas de cada profissional de forma natural, que se contagiam desses pilares. Isso blinda a operação. Fazer com que o time se sinta engajado e focado no resultado é a mais pura expressão de uma governança voltada para a perenidade.
Olhando para frente: O mesmo negócio, com ainda mais resiliência
Em um mundo volátil, com cenários cada vez mais complexos, pensar o futuro da companhia é um desafio. Por isso, entendo que nossa resposta para o que temos pela frente é o equilíbrio entre a preservação da nossa essência e vocação, sendo tão ou mais eficientes, com uma enorme capacidade de resiliência.
Construímos, desde a pedra fundamental colocada pelo nosso principal acionista, uma base sólida que nos permite termos um curso possível para navegar. Com maior ou menor velocidade, vamos pilotando nosso navio entre águas mais ou menos agitadas, trazendo segurança para nossos investidores, clientes e parceiros de que somos especialistas nessa jornada.
Obviamente, o novo sempre vem, como diz a canção de Belchior. Processos mais tecnológicos, novas diretrizes regulatórias, projetos mais inteligentes – quem pode estar alheio ao avanço da IA, por exemplo? Tudo é bem-vindo. Tudo será lido com a nossa lente. Isto é, a partir do nosso entendimento de uma empresa que há décadas ajuda a construir o mercado imobiliário e segue na vanguarda – inovando, crescendo e sendo, cada vez mais, Cury.
João Carlos Mazzuco, é CFA da Construtora Cury. Engenheiro naval formado pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, tem especialização em finanças em prestigiosas instituições, como a The London School of Economics and Political Science. É pai orgulhoso de dois filhos que já estão “encaminhados na vida”. Considera esta sua principal conquista.



