Aconteceu, no último dia 7 de agosto, o 2º Fórum de Sustentabilidade da Cury, que reúne, anualmente, importantes nomes do mercado imobiliário e da construção civil para discutir os avanços da pauta ESG no setor. O encontro, que fez parte da agenda oficial da São Paulo Climate Week 2026, contou com painéis que discutiram as cidades que estamos construindo, crédito, financiamento, ações efetivas e outros assuntos que são essenciais para o ecossistema do segmento. O evento também marcou a publicação do Relatório de Sustentabilidade 2025 e o lançamento do site da Cury dedicado ao ESG.

Na abertura, as principais lideranças da construtora reforçaram o compromisso da companhia com a sustentabilidade. Ronaldo Cury, Diretor de Relações com Investidores, e Sustentabilidade, ressaltou o papel da transparência de dados e da mensuração dos impactos. “Estamos aqui para mostrar engajamento e a dedicação da Cury. Sabemos onde queremos chegar e estamos quantificando e certificando uma série de parâmetros para mostrarmos ao mercado”, pontuou.

A partir de um panorama sobre as ações ESG da Cury no âmbito das obras, Paulo Curi, Copresidente de Engenharia, destacou a logística reversa como uma das políticas mais exitosas e lembrou que as pessoas estão no centro das ações da companhia. “Temos focado no ser humano, em trazer mais conforto para dentro do canteiro, desde formação até apoio psicológico”, sinalizou o executivo.
Na mesma linha, Leonardo Mesquita, Copresidente de Negócios, lembrou que um dos maiores desafios de cidades como São Paulo e Rio de Janeiro é a habitação. “Nosso objetivo é trazer as pessoas para viverem em locais com boa oferta de infraestrutura, de transporte e serviços, possibilitando maior qualidade de vida para quem mora em um empreendimento Cury”.
Uma pauta em aceleração
A palestra “Sustentabilidade: uma agenda estratégica e inadiável” foi apresentada pela jornalista Sonia Consiglio, que tem mais de 30 anos de atuação junto ao tema. A especialista posicionou o ESG como a integração dos objetivos econômicos, sociais e ambientais tendo a governança como base para uma transformação real e destacou que o assunto tem ganhado cada vez mais relevância junto a diferentes stakeholders.
“Os jovens brasileiros são os que mais aspiram por empregos ligados à economia verde nos próximos 10 anos”, ressaltou Consiglio.
Na sequência, Viviane Mansi, conselheira independente de ESG da Cury, destacou o amadurecimento da construtora no âmbito da sustentabilidade e a importância do relatório como um compromisso público acerca das metas da companhia.

Um espaço de diálogo e construção conjunta
O primeiro painel do fórum trouxe como tema “Quem financiará o futuro da construção?” e contou com participação de Silvia Merendas, Coordenadora na Representação de Padrões de Habitação da Caixa Econômica Federal, e Marcos Kawakami, Head de Renda Variável do BNP Paribas Asset Management Brasil. A mediação foi de Ronaldo Cury.
“Nós, enquanto instituições financeiras, estamos buscando – há algum tempo – dar materialidade para conceitos que eram etéreos por meio de regulamentações. Esse caminho já está sendo trilhado”, pontuou Merendas.

Para o representante do BNP Paribas, ESG é um critério essencial para investidores que buscam empresas longevas para dedicarem aportes. “É metodologia para mensurar sustentabilidade e perpetuidade”, disse Kawakami.
“Que cidades queremos construir” foi o mote do segundo painel do dia. Participaram como debatedores Esdras Souza, Gerente de Engajamento e CRM da ONU, e Matias Cardomingo, Subsecretário de Desenvolvimento Econômico Sustentável do Ministério da Fazenda. Regina Borges, mestre de cerimônias do fórum e Gerente de Sustentabilidade da Cury, foi a mediadora do bate-papo.
“Precisamos falar de diversidade, inclusão e redução das desigualdades, porque ainda temos grupos sociais que vivem em condições de risco”, sinalizou Souza, destacando que a agenda ESG pode acelerar esses avanços.

Cardomingo lembrou que sustentabilidade passou a ser entendida como um eixo de atuação do Ministério da Fazenda junto à agenda econômica. “Vivemos um momento de urgência, quando não é mais possível protelar nenhuma ação. Ao contrário, é preciso acelerar”, ressaltou.
O último painel do dia teve o desafio de dar concretude para as iniciativas ESG, tendo como foco da discussão “Como transformar compromisso em ação?”. Participaram da conversa Laura Ribeiro, Especialista em Advocacy da Saint Cobain, Lilian Sarrouf, Coordenadora técnica do COMASP do SindusConSP e Carla Leal, Market Director for Latam do CDP.
Para Sarrouf, divulgar o que está sendo feito dentro das companhias é uma das formas de aculturar o mercado. “Só assim a gente consegue que os decisores entendam a importância da agenda ESG”.
“Precisamos levar a sustentabilidade para o canteiro de obras. Das lideranças ao pedreiro, a pauta deve ser uma preocupação de todos”, lembrou Ribeiro, trazendo o aspecto da comunicação, da transparência de dados e das mensurações.
De acordo com Leal, o principal desafio para descarbonização da cadeia de suprimentos não é técnico. “Os desafios são estruturais. O primeiro é quem vai ultrapassar a barreira de um CAPEX alto. O segundo tem a ver com o modelo de custo. E o terceiro diz respeito às normas técnicas do setor, que precisam avançar”, analisou a executiva.
O 2º Fórum de Sustentabilidade da Cury contou com a presença de representantes da construção civil, do sistema financeiro, de órgãos governamentais e da sociedade civil, reforçando o papel e o compromisso da Cury junto ao avanço da agenda ESG. “O encontro consolida o compromisso da companhia em transformar diretrizes estratégicas em soluções concretas que impactam positivamente a vida de milhares de famílias e o desenvolvimento urbano do país”, finaliza Ronaldo Cury.
*O 2º Fórum de Sustentabilidade é um evento Carbon Free.



